Eu fui e sentei-me ao pé dele.
-Olá! – disse ele mesmo perfeito
-Olá… – respondi eu, completamente consciente que devia estar toda corada.
- Não me vais cumprimentar? – Perguntou ele.
- Ai sim claro – respondi completamente embaraçada. Eu posso ser muito pouco experiente, mas percebi logo que ele não queria que eu lhe desse um beijinho na cara como fazia a toda a gente. Como se ele percebesse no que eu estava a pensar agarrou-me, e eu claro não ripostei, quando estava prestes a acontecer, Derek passou de bicicleta mesmo perto de nos e foi fatal! Num momento Endora e Sebastian prestes a beijarem-se, e no outro momento Endora e Sebastian todos molhados no meio da fonte. Como era de esperar a atitude do rapaz mais popular da escola não foi ralhar nem comigo nem com o amigo, mas sim rir-se e chapinhar-me com água. Estávamos em pleno Agosto, o banho até soube bem, estávamos a divertirmo-nos imenso até ao momento em que ele olhar para as minhas mãos e diz:
- O que se passa com as tuas mãos? - Perguntou ele surpreendido.
- O quê? - Eu sem compreender o que ele dizia olhei para as minhas mãos e percebi imediatamente ao que ele se referia. A água estava disposta á volta da minha mão como se formasse uma luva de pequenos cristais, e a água brilhava muito mais nos sítios onde se encontrava com a minha pele. Olhei assustada para ele, que deve ter-se apercebido da minha aflição e levou-me para dentro da escola sem ninguém ver, encostada a ele e sentou-me num banco onde quase ninguém nos conseguia ver e começou a passar as suas mãos pelas minhas, imediatamente a luva de pequenos cristais desapareceu. Olhei para ele e disse:
- Não sei o que aconteceu, eu….eu – ele silenciou-me com o indicador e abraçou-me. Eu rebentei num choro desalmado, era completamente o pior dia de anos de sempre! Quando eu terminei o meu ataque de choro compulsivo, ele olhou para mim, sorriu e deu-me um beijinho nos lábios, oh que doce…. Foi o beijo mais doce, carinhoso e atencioso, que alguém alguma vez já me dera, e eu sentia que ele estava cauteloso e inseguro em relação a mim, então peguei na mão dele e pude sentir esse sentimento de insegurança a desaparecer, parece que afinal este não era o pior dia de anos de sempre. Ele levantou-se e perguntou com um sorriso malandro nos lábios:
- Estás mais calma?
- Estou, até parece magia - disse eu a brincar com ele.
- Sim claro que é, mas sabes eu só te beijei para te acalmar, eu sou muito profissional. – Disse ele obviamente a gozar comigo.
- Sim, sim claro senhor Sebastian. - Retorqui eu revirando os olhos.
- Desconfias da minha palavra é? - Perguntou ele com ar de ofendido.
-Claro que não, tu praticamente salvaste-me de um ataque de pânico.
- Pois tu sabes como é, ando por ai á espera que uma donzela em apuros me peça ajuda. - Disse ele sorrindo abertamente, e como o seu sorriso era lindo…oh e aqueles olhos, claro que eu era obviamente uma sortuda por…
- Bem mas agora deves querer ir para casa também não temos mais aulas hoje, deixa-me acompanhar-te. - Disse ele interrompendo o meu pensamento super estúpido.

Sem comentários:
Enviar um comentário