É 1 da manhã e eu ainda não consegui absorver tudo o que me disseram desde ontem, uau que dia! E o pior é que depois de um dia destes devia conseguir dormir! Mas nada. Não há vestígios de sono.
Parece que em apenas um dia a minha vida deu uma grande reviravolta, a grande reviravolta pela qual eu aguardava, mas estou assustada, porque não sei para onde vou. Quer dizer eu sempre soube que não era bem uma criança normal, nunca falei disso com ninguém excepto com a minha melhor amiga mas parece que as crianças normais nunca conseguiam fazer coisas como eu, mas nunca liguei muito a isso, mas agora que já completei os 16 anos, compreendo porque achava tudo tão estranho...
Sempre fui habituada a respeitar a natureza e sempre o fiz, sou vegetariana e nunca fiz mal intencional a qualquer planta…nada de drama, há muitas pessoas assim.
Também sempre fui habituada a ter imenso cuidado com a água e com o fogo. São elementos fortes. Fortes? Fortes para quê? Estas foram perguntas às quais nunca obtive resposta. Bem nunca obtive resposta até ontem no meu décimo sexto aniversário, quando fiquei a saber o que realmente era, quer dizer uma pessoa parte do princípio que quando se parece com os outros seres que a rodeiam que é da mesma espécie que eles, bem surpresa das surpresas, isso nem sempre é assim!
Tenho 16 anos e acabei de descobrir o que na realidade sou, aparentemente sou normal, tenho olhos verdes cabelos ruivos encaracolados e em comparação com as pessoas da minha idade sou relativamente baixa, pois tenho apenas 1.59m, o que é realmente irritante pois todos dizem que sou fofinha e andam sempre a afagar-me o cabelo, odeio quando isso acontece, quer dizer eu não sou má, mas também não sou propriamente um anjinho…
Bem, mas vou deixar de me lamentar e começar a contar o que se passou ontem.
Na verdade o dia em si foi bastante normal, eu levantei-me, tomei banho e fui ter com a minha mãe à sua loja. A minha mãe sempre foi aquilo que eu nunca consegui ser, porque bem, eu não sou nada…sentimental, e a minha mãe é a rainha dos sentimentalismos, não gosto nada quando ela tenta que eu seja sensível, não faz parte da minha personalidade… a minha mãe diz que nesse aspecto sou parecida com o meu pai, o pai que eu nunca cheguei a conhecer. A minha mãe era muito jovem quando conheceu o meu pai, tinha apenas 16 anos, e toda a gente a adorava por ser sempre tão simpática e prestável, “ a bonita Carolyne Berard” era como todos a tratavam. A minha mãe conheceu o meu pai quando ia fazer um recado á minha avó a casa da senhora Joanne, que ficava bem no meio da floresta Blackaway nos arredores da cidade. A minha mãe tal como eu tem um fraco sentido de orientação, e acabou por se perder, depois de três horas a andar sem encontrar a casa da senhora Joanne, parou para descansar num banco natural, quando do nada aparece um rapaz vestido de branco, era moreno e tinha olhos verdes. Dirigiu-se para ela:
- Estás perdida? - Perguntou ele com educação, a sua pronúncia era extremamente correcta e também se vestia de maneira bastante decente.
- Estou, não sei como, mas sim estou. – Lamentou-se ela
- Porque não me dizes para onde ias? Talvez eu saiba o caminho e te possa ajudar – disse ele numa atitude de extrema cortesia.
- Não obrigado, eu encontro o caminho. – Não sabia porquê mas aqueles olhos verdes não lhe inspiravam confiança.
- Desculpa? Estás aqui no bosque, perdida, eu ofereço ajuda e tu recusas? – Perguntou ele incrédulo.
- Sim é isso mesmo. Não confio em estranhos. – Respondeu ela virando as costas.
- Está bem, como queiras… – Disse ele virando também as costas.
-Está bem, adeus! – Ela levantou-se e começou a andar na direcção oposta a dele.
- Não é por ai… - disse ele suspirando
- Como sabes se não é por aqui?! Não sabes para onde vou. – Retorquiu ela.
- A não ser que queiras ir para a falésia, vais no caminho errado. – respondeu ele
- Ah pois… bem talvez me possas mostrar o caminho? - Agora ela estava extremamente embaraçada mas sabia que se ele não a ajudasse iria ficar ali sozinha e não tardava a anoitecer.
- Ahahahah, claro porque não, diz-me para onde ias. – Ele era paciente e ela gostou disso.
Depois de se conhecerem os encontros seguiram-se até, que um dia após um mês de namoro o meu pai e a minha mãe foram dar um passeio no bosque, e desse passeio dei eu resultado. A minha mãe quando soube que estava grávida foi a casa do meu pai, mas ele já não estava lá, tentou perguntar á vizinhança se sabiam para onde tinha ido, mas ninguém conhecia o rapaz de 19 anos que dava pelo nome de Christopher Wiltshire, ele simplesmente desapareceu… A minha mãe sempre me criou bem e sempre me disse que o meu pai era bonito, simpático, corajoso e muito boa pessoa, mas eu sempre desconfiei que nunca me dissera a verdade toda, e hoje percebi o porquê da minha desconfiança.
Entrei na loja...
Entrei na loja...

está tão fofinha amor !
ResponderEliminarcontinua bb!
amo-te muito !