Slow Motion
Porque os melhores momentos acontecem em Slow Motion
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
As PeSsOaS qUe CoNhEçO nÃo SãO QuE pEnSo 6
Precisava de falar com alguém sobre isto. Mas quem? A Daisy, tenho de lhe telefonar, para saber se ela está em casa. Preciso mesmo de falar com ela. Ela atendeu ao quarto toque:
“- Sim?”
- Daisy, sou eu a Endy. Olha estás em casa? É que preciso mesmo de falar contigo.
“- Não, não estou em casa. Mas é algo assim tão importante. Ai…está quieto! Não vês que estou a falar ao telemóvel?” – Ouvia-se barulhos de beijos e alguém estava a tentar chamar a sua atenção.
- Daisy, quem está ai contigo?
“- É o Derek, estamos no parque. Endy queres que vá ter contigo? “- Sabia que ela se estava a divertir, bem o Derek tinha sido rápido. Não a iria chatear com os meus problemas de identidade de anjo.
- Na boa Daisy, falo contigo depois. Não é nada grave. Fica descansada.
“- A sério? Ainda bem querida. Olha agora tenho de desligar. A minha boca tem outros planos.” – Disse ela a rir.
- Planos os quais não me interessam! Adeus tonta. Odeio-te! – Era o nosso código para “ Gosto muito de ti”
“- Sim feiosa, também te odeio!” – E desligou.
Pronto, Daisy estava ocupada. Não podia falar com ela… Com quem mais podia contar? Quem mais sabia tudo sobre mim? Jason! Comecei à procura do número dele no meu telemóvel. Esperava que ele já tivesse acabado de tratar dos seus assuntos. Ele atendeu ao primeiro toque.
“- Endy? Estás bem miúda?”- Pela voz dele parecia preocupado, mas eu não tinha a certeza.
- Estou mais ou menos. Jason estás em casa?
“- Não, mas passa-se alguma coisa? Estás bem?” – Agora notava-se perfeitamente que estava muito preocupado.
- Passa-se uma coisa comigo e eu precisava de desabafar. Mas se estás ocupado esquece, eu não te quero chatear, além disso eu…
“- Vou já para aí.”- E desligou.
Bem a boa notícia era que Jason estava quase a chegar. A má notícia era que eu não fazia ideia de como dizer ao meu melhor amigo que era um anjo. Ou semi-anjo. Tanto faz. Enquanto Jason não chegava, segui o conselho da minha mãe e fui tomar um banho. Estive 10 minutos no duche. Pouco tempo, comparado com o que costumo lá passar. Mas quanto a água se enrola à volta do nosso corpo de maneira estranha, a vontade de estar no duche não é muita. Estive mais 5 minutos a tentar tirar todos aqueles cristais do meu corpo. Era uma tarefa difícil. Principalmente nas mãos. Até que me fartei e disse:
- Fogo! Raios parta’ a água! – E como por magia, a água desapareceu. – Oh não acredito nisto! O quê a água é sensível é?!
- Bastante.
- Ai! Fogo! Não faças uma coisa dessas! Aparecer assim tipo fantasma! Queres matar-me de susto é?! – Jason estava encostado á porta. Estava com umas calças de ganga e com uma t-shirt branca. Estava sujo de terra. E tinha o cabelo todo revoltado. Parecia que tinha andado a fazer sobrevivência num bosque.
- Desculpa. – Ele estava-se a rir com aquele sorriso malandro. - Sabes nunca te ensinaram a ser bem-educada para a água?
- Sim, mas… Como é que tu sabes isso? Tu não devias saber isso! Eu nunca te disse isso! A não ser que…
- A não ser que eu seja um anjo? Pois, eu sou. Era para te contar hoje, mas chamaram-me e tive de ir. Sabes como é, caçadas de última hora e tal. Então deixa-me adivinhar, soubeste que era semi-anjo e passaste-te totalmente? – Ele continuava a sorrir, mas como? Ele já sabia de tudo? Ele é um anjo? Ai que o mundo está perdido! Agora sim estou furiosa!
- Tu sabias e não me contas-te?! Como pudeste? Eu confiava em ti! - Ele aproximou-se de mim. Mas eu recuei. Foi irracional. Ele parou e disse:
- Antes que comeces a crucificar-me, tenho de te explicar uma das mais importantes leis dos anjos. – Leis? A minha mãe não me tinha dito nada sobre leis.
- Leis? – perguntei
- Sim leis. Temos várias. E uma das mais importantes é: “ Não nos devemos revelar a um humano”. Como tu só deixas-te de ser humana hoje, só te podia contar hoje. Mas como já expliquei, fui convocado. Peço desculpa.
- Não tens de pedir desculpa. Mas eu sim. Fui irracional. Desculpa.
- Ah não faz mal! Agora toca a fazer as malas. Porque amanhã tens de ir embora e eu como teu anjo da guarda estou encarregado dos teus actos. Se chegares tarde o culpado vou ser eu. – Ele estava radiante. Parecia que brilhava por todos os lados.
- Vais ser o meu quê? – Mas os anjos da guarda existem? Mas que raio de Mundo é este?
- Vou ser o teu anjo da guarda. E sim é um mundo bastante estranho. – Disse ele sorridente.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
7/4/2011 Nem tudo é o que parece
-Bolas! Estava-se mesmo a ver, a stora mentiu-nos!- Exclamou Serena
-Eu disse que isto era um bairro problemático, mas ninguém me quis ouvir! - Disse eu. Esta é a nossa última visita do 2º Período, estávamos todos com as expectativas ao máximo! Agora que cá chegamos elas acabaram de cair por terra. é suporto nós vir-mos visitar uma das melhores escolas do país, segundo a nossa professora de dança, que já cá tinha trabalhado. Estamos agora perto da entrada dessa mesma escola e bem... não nos está a parecer lá grande coisa. Para ser mais sincera, isto parece uma escola de mitras. Serena uma das minhas melhores amigas estava chocada.
Saímos do autocarro e eu só ouvia a Mel dizer:
- Ai, estamos a ser filmados! Não gosto nada disto! Que vergonha! Tanta gente!
- Briana vem cá. - Era a nossa directora de turma que me chamava.
- Sim stora?
-Esquece o Jamie, não vale a pena ficares assim.
-Stora eu estou óptima. - Antes que a stora me tenta-se consolar mais uma vez afastei-me dela e fui ter com o meu "grupinho". Holly veio logo ter comigo e abraçou-me, atrás dela vinha Cloe.
-Então isto é o que esperavam? - Perguntei eu a gozar com elas, sabia que estavam desiludidas.
- Ah não é mau... - Disse Holly relutante.
- Olha até tem alguns gajos de jeito! -Exclamou Cloe a tentar animar a coisa.
- Tens razão.- Comecei a observar. Sim ela tinha mesmo razão agora que o meu "radar" já estava a trabalhar conseguia ver alguns.
- Ai Bri é hoje que vamos limpar as vistas. - Cloe estava toda animada.
Passamos para o outro lado da estrada e entramos na escola. A turma que era suposto nos receber começou a guiar-nos para o ginásio. Não me pareceram muito simpáticos, tirando o professor que estava com eles, ele parecia muito simpático Quando entramos na escola foi o choque total!
-Queredo vê só, isto é enorme! E olha os campos todos que eles têm! - Eu estava chocada!
- Pois é! - Foi a única coisa que Cloe consegui-o dizer.
Quando entramos no ginásio foi o segundo choque! Era tudo perfeito! As bancadas eram lindas o campo era lindo, era tudo lindo!
- Isto é muito melhor que na nossa escola!- Disse Holly
-É perfeito! Estou deslumbrada!- Exclamei eu.
A outra turma apresentou-se e dividiu-nos em grupos . Entretanto ouvi alguém da outra turma comentar.
-Éh só putos.
Bem não gostei mesmo nada! Aliás fiquei mesmo chateada! Tinha-mos para fazer 3 actividades. Achei isso horrível porque não me apetecia fazer nenhuma. A rapariga da outra turma que nos guia até era simpática. Mas o resto parece ser um pouco gente antipática.
Agora que acabei a primeira actividade sei que nem todos são antipáticos. Há um rapaz loiro o qual não sei o nome que é mesmo muito simpático ...
Acabamos as actividades, a escola é enorme! e tem imensas boas condições! Agora vamos ver o grupo de dança de cá. A prof já nos tinha falado destes alunos. Ela dizia que eles eram fantásticos. Mas quando vimos, bem nem tenho palavras! Estou mesmo espantada! Eu olhei para a Serena que está sentada ao meu lado e ela também tem cara de quem está surpreendida.
-Uao viste?! Eles são fantásticos!
-Sim eu sei - Respondi eu. é verdade eles são fantásticos Principalmente 2 rapazes. Eles estão a dançar tão bem! Chamam-se Bill e Ash. O Ash parece ser muito simpático. ...
Estamos agora a almoçar eu estou ao pé da Cloe e da Holly, mas a Cecilia, uma rapariga da minha turma chamou-me fui ter com ela. Ela está ao pé do Ash.
-Ahahahaha! Tu és fantástico! - Dizia ela entre gargalhadas.
-Obrigado, vá vamos tirar uma foto! - Exclamou Ash. Sim sem dúvida ele é simpático.
- Claro. - Respondi eu. e cheguei-me mais para o pé dele.
-Vá esta é para o Facebook. - Brincou Ash e agarrou-se a mim e á Cecilia e sorriu. Flash
-Cloe! Holly! Vamos dar uma volta please! - Disse eu quase a gritar.
- Vamos! - Responderam elas em uníssono. ...
Vimos toda a escola de cima abaixo! É fantástica! Amo completamente! Agora estamos a entrar de novo no ginásio, mas está aqui muita gente porque vai haver um torneio de volei. Sentamo-nos nas bancadas. Estamos aqui á 5 minutos e só agora é que reparei nele. É giro, muito giro. Está perto dos amigos, mas estranhamente deslocado do grupo. Está sentado e tem a cabeça encostada á parede. Áh! Já percebi, pela cara dele vê-se que está maldisposto. Coitado... estou mesmo com pena... pobre rapaz.
-Cloe?
-Diz. - Ela estava distraída com um rapaz loiro que estava no campo.
-Olha ali aquele rapaz encostado á parede, acho que está maldisposto. É muita giro. Mas coitado - Disse eu
- Vai lá perguntar se está tudo bem! E diz-lhe que se for problemas amorosos que compreendes perfeitamente porque bem o teu ex namorado...
- Ai cala-te! Não sei sei devo ir lá, ele parece mal.
-Olha se não fores vais ficar a pensar nisso o resto do dia e vais ser uma grande chata! - Exclamou Holly
-A Holly tem razão! Vai lá! Já sabes se não fores que te arrependes depois!- Cloe estava praticamente a ralhar comigo, mas estava a rir-se.
-Okay se eu for lá vocês calam-se? - Perguntei
-Sim!
-Sim!
Levantei-me e fui sentar-me ao pé do rapaz:
- Olá! Olha estás bem? é que estou ali é um bocado e tu pareces mal disposto.
-Ah pois não estou muito bem. Mas a culpa é minha, tenho problemas cardíacos e levantei demasiados pesos.-Ele tão fofo, e é muito simpático. Coloquei a mão no braço dele para o tentar consolar. Oh sim sem duvida que ele andou a levantar pesos! Que braços!
- Oh, tens de ter calma com isso.
- Pois, eu sei. - Disse ele a sorrir.
- Olha como te chamas?- perguntei
- Stark Saw.- Respondeu
-Dás-me o teu número, só para as minhas amigas não me chatearem mais? - Eu estou mesmo envergonhada, fogo!
- Claro, mas pode ser mais logo?
- Não, porque não sou desta escola e vou-me embora agora.- Lamentei-me
- Não és? então espera. - Ele começou a remexer nas coisas e abriu a carteira onde tinha o numero dele.
-Obrigado. As melhoras, fica bem - Disse eu e levantei-me.
-Vamos embora. - Quase que obriguei Holly e Cloe a correr para os balneários. Já lá elas perguntaram:
- Correu mal?
Eu só respondi:
- Chama-se Stark Saw e deu-me o número. - Comecei a rir. O meu dia melhorou ...
Estamos a ir embora mas a minha vontade é ficar! Amei a escola! Para o ano espero conseguir ir para lá, mas sei que é quase impossível. O pessoal é um máximo e adorei este dia! Nunca julguem as coisas á primeira vista, nem tudo é o que parece... <3
-Eu disse que isto era um bairro problemático, mas ninguém me quis ouvir! - Disse eu. Esta é a nossa última visita do 2º Período, estávamos todos com as expectativas ao máximo! Agora que cá chegamos elas acabaram de cair por terra. é suporto nós vir-mos visitar uma das melhores escolas do país, segundo a nossa professora de dança, que já cá tinha trabalhado. Estamos agora perto da entrada dessa mesma escola e bem... não nos está a parecer lá grande coisa. Para ser mais sincera, isto parece uma escola de mitras. Serena uma das minhas melhores amigas estava chocada.
Saímos do autocarro e eu só ouvia a Mel dizer:
- Ai, estamos a ser filmados! Não gosto nada disto! Que vergonha! Tanta gente!
- Briana vem cá. - Era a nossa directora de turma que me chamava.
- Sim stora?
-Esquece o Jamie, não vale a pena ficares assim.
-Stora eu estou óptima. - Antes que a stora me tenta-se consolar mais uma vez afastei-me dela e fui ter com o meu "grupinho". Holly veio logo ter comigo e abraçou-me, atrás dela vinha Cloe.
-Então isto é o que esperavam? - Perguntei eu a gozar com elas, sabia que estavam desiludidas.
- Ah não é mau... - Disse Holly relutante.
- Olha até tem alguns gajos de jeito! -Exclamou Cloe a tentar animar a coisa.
- Tens razão.- Comecei a observar. Sim ela tinha mesmo razão agora que o meu "radar" já estava a trabalhar conseguia ver alguns.
- Ai Bri é hoje que vamos limpar as vistas. - Cloe estava toda animada.
Passamos para o outro lado da estrada e entramos na escola. A turma que era suposto nos receber começou a guiar-nos para o ginásio. Não me pareceram muito simpáticos, tirando o professor que estava com eles, ele parecia muito simpático Quando entramos na escola foi o choque total!
-Queredo vê só, isto é enorme! E olha os campos todos que eles têm! - Eu estava chocada!
- Pois é! - Foi a única coisa que Cloe consegui-o dizer.
Quando entramos no ginásio foi o segundo choque! Era tudo perfeito! As bancadas eram lindas o campo era lindo, era tudo lindo!
- Isto é muito melhor que na nossa escola!- Disse Holly
-É perfeito! Estou deslumbrada!- Exclamei eu.
A outra turma apresentou-se e dividiu-nos em grupos . Entretanto ouvi alguém da outra turma comentar.
-Éh só putos.
Bem não gostei mesmo nada! Aliás fiquei mesmo chateada! Tinha-mos para fazer 3 actividades. Achei isso horrível porque não me apetecia fazer nenhuma. A rapariga da outra turma que nos guia até era simpática. Mas o resto parece ser um pouco gente antipática.
Agora que acabei a primeira actividade sei que nem todos são antipáticos. Há um rapaz loiro o qual não sei o nome que é mesmo muito simpático ...
Acabamos as actividades, a escola é enorme! e tem imensas boas condições! Agora vamos ver o grupo de dança de cá. A prof já nos tinha falado destes alunos. Ela dizia que eles eram fantásticos. Mas quando vimos, bem nem tenho palavras! Estou mesmo espantada! Eu olhei para a Serena que está sentada ao meu lado e ela também tem cara de quem está surpreendida.
-Uao viste?! Eles são fantásticos!
-Sim eu sei - Respondi eu. é verdade eles são fantásticos Principalmente 2 rapazes. Eles estão a dançar tão bem! Chamam-se Bill e Ash. O Ash parece ser muito simpático. ...
Estamos agora a almoçar eu estou ao pé da Cloe e da Holly, mas a Cecilia, uma rapariga da minha turma chamou-me fui ter com ela. Ela está ao pé do Ash.
-Ahahahaha! Tu és fantástico! - Dizia ela entre gargalhadas.
-Obrigado, vá vamos tirar uma foto! - Exclamou Ash. Sim sem dúvida ele é simpático.
- Claro. - Respondi eu. e cheguei-me mais para o pé dele.
-Vá esta é para o Facebook. - Brincou Ash e agarrou-se a mim e á Cecilia e sorriu. Flash
-Cloe! Holly! Vamos dar uma volta please! - Disse eu quase a gritar.
- Vamos! - Responderam elas em uníssono. ...
Vimos toda a escola de cima abaixo! É fantástica! Amo completamente! Agora estamos a entrar de novo no ginásio, mas está aqui muita gente porque vai haver um torneio de volei. Sentamo-nos nas bancadas. Estamos aqui á 5 minutos e só agora é que reparei nele. É giro, muito giro. Está perto dos amigos, mas estranhamente deslocado do grupo. Está sentado e tem a cabeça encostada á parede. Áh! Já percebi, pela cara dele vê-se que está maldisposto. Coitado... estou mesmo com pena... pobre rapaz.
-Cloe?
-Diz. - Ela estava distraída com um rapaz loiro que estava no campo.
-Olha ali aquele rapaz encostado á parede, acho que está maldisposto. É muita giro. Mas coitado - Disse eu
- Vai lá perguntar se está tudo bem! E diz-lhe que se for problemas amorosos que compreendes perfeitamente porque bem o teu ex namorado...
- Ai cala-te! Não sei sei devo ir lá, ele parece mal.
-Olha se não fores vais ficar a pensar nisso o resto do dia e vais ser uma grande chata! - Exclamou Holly
-A Holly tem razão! Vai lá! Já sabes se não fores que te arrependes depois!- Cloe estava praticamente a ralhar comigo, mas estava a rir-se.
-Okay se eu for lá vocês calam-se? - Perguntei
-Sim!
-Sim!
Levantei-me e fui sentar-me ao pé do rapaz:
- Olá! Olha estás bem? é que estou ali é um bocado e tu pareces mal disposto.
-Ah pois não estou muito bem. Mas a culpa é minha, tenho problemas cardíacos e levantei demasiados pesos.-Ele tão fofo, e é muito simpático. Coloquei a mão no braço dele para o tentar consolar. Oh sim sem duvida que ele andou a levantar pesos! Que braços!
- Oh, tens de ter calma com isso.
- Pois, eu sei. - Disse ele a sorrir.
- Olha como te chamas?- perguntei
- Stark Saw.- Respondeu
-Dás-me o teu número, só para as minhas amigas não me chatearem mais? - Eu estou mesmo envergonhada, fogo!
- Claro, mas pode ser mais logo?
- Não, porque não sou desta escola e vou-me embora agora.- Lamentei-me
- Não és? então espera. - Ele começou a remexer nas coisas e abriu a carteira onde tinha o numero dele.
-Obrigado. As melhoras, fica bem - Disse eu e levantei-me.
-Vamos embora. - Quase que obriguei Holly e Cloe a correr para os balneários. Já lá elas perguntaram:
- Correu mal?
Eu só respondi:
- Chama-se Stark Saw e deu-me o número. - Comecei a rir. O meu dia melhorou ...
Estamos a ir embora mas a minha vontade é ficar! Amei a escola! Para o ano espero conseguir ir para lá, mas sei que é quase impossível. O pessoal é um máximo e adorei este dia! Nunca julguem as coisas á primeira vista, nem tudo é o que parece... <3
As PeSsOaS qUe CoNhEçO nÃo SãO QuE pEnSo 5
Chegamos á frente da loja da minha mãe. Sebastian disse que tinha de ir tratar de uns assuntos. Despedi-me dele, e caminhei para a loja da minha mãe. Sentia-me nervosa. Sentia que a minha mãe tinha mantido imensos segredos ao longo dos anos. Ela percebeu que se passava algo. Quando entrei ela perguntou:
- Está tudo bem filhinha ? - parecia realmente preocupada. Mas eu sabia que por baixo daquela preocupação existiam tantos segredos. Fui directa.
- Mãe, eu não sou normal pois não? – Sempre achei que não era normal. Foi uma pergunta estúpida. Mas eu queria resposta.
- Não amor, não és.. – Respondeu ela como se se lamentasse.
- Então, se não sou uma rapariga normal sou o quê? – Esta era a pergunta que realmente importava.
- És uma semi-anjo – disse com cara de quem anunciava um prémio num concurso de televisão.
- Sou uma quê? – perguntei incrédula. Este tipo de coisas só acontece nos filmes.
- És uma semi-anjo fofinha. Metade anjo Branco, metade outra coisa. A pessoas assim chama-se semi-anjo. – respondeu ela.
-Mas como? Eu não posso ser isso! Essas coisas não existem! – Eu estava em fase de negação. Sei que era uma reacção pouco madura. Mas fiquei em pânico! Só queria que aparecesse ali misteriosamente uma porta… para eu fugir!
- Bem já vi que vou ter de explicar tudo. – A minha mãe sentou-se numa cadeira. Eu olhei em volta. Não havia mais cadeiras. Temos pena! Sentei-me no chão. Quando me sentei no chão percebi onde estava sentada. De baixo de mim existia uma enorme alcatifa. Nessa alcatifa estava o desenho de duas criaturas fantásticas. Um homem com asas pretas com uma seta afiada que apontava para o sitio onde eu me sentara. A outra criatura era uma mulher com asas brancas. Não se via a cara da mulher, pois esta estava tapada pelo seu cabelo extenso. A mulher também apontava para o sitio onde eu me sentara. Levantei-me rapidamente! Olhei para a figura. Ambas as criaturas apontavam para uma floresta. E no meio da floresta estava um poço. Desse poço saía imensa luz. Foi quando estava de pé a olhar para a alcatifa que percebi. Nunca tinha reparado nela. Nunca reparei, porque nunca esta nunca tinha estado ali. Quando olhei para a minha mãe, esta sorriu-me. Compreendi tudo. O facto de não estar ali mais nenhuma cadeira não era coincidência. A minha mãe tinha-me forçado sem eu saber a sentar-me em cima da alcatifa. Porquê? Eu sabia porquê. As duas criaturas, eram anjos. A minha mãe percebeu a minha confusão. E começou a explicar tudo.
- O teu pai era um anjo. Eu só fiquei a saber disso um dia antes de ele desaparecer. Depois comecei a pesquisar sobre o assunto e agora já compreendo tudo muito melhor. Essa alcatifa onde estavas sentada, é a história daquilo que és. Existem anjos brancos, e anjos negros. Por vezes os anjos negros são chamados de demónios. Mas nem tudo é o que parece, e os demónios não são criaturas más, nem os anjos brancos são criaturas completamente puras.
- Não são? Mas não é suposto os anjinhos serem…sei lá bonzinhos? – Que raio de história.
- Não, os anjos brancos não são criaturas completamente puras. São como os humanos, apenas têm uma missão diferente. Os anjos brancos têm asas brancas. E os anjos negros, asas negras. O trabalho dos anjos, tanto negros como brancos, é encontrar as almas das pessoas que morrem. Ou seja quando uma pessoa morre, a sua alma vagueia pela Terra até algum anjo a apanhar. Os anjos brancos, devem apenas apanhar as almas de cristal. Os anjos negros devem apenas apanhar as almas de prata. As almas de prata são almas sem luz, almas condenadas. Ao contrario das almas de cristal, que cintilam. Essas almas ainda têm esperança.
- Espera ai! Estás a dizer que eu vou ter de andar para traz e para a frente com almas de pessoas mortas?! – Mas será que mais ninguém vê o quanto isto é absurdo?
- Não vais ter de andar com elas para traz e para a frente. Vais ter de as apanhar e leva-las para o poço da esperança. Ao contrario dos anjos negros que têm de levar as almas para o poço do abismo.
- Então eu sou um anjo branco? – Ora bolas, faço parte dos bonzinhos!
- És metade anjo branco. Por isso é que foste humana até aos dezasseis anos. Se fosses totalmente anjo branco ou totalmente anjo negro, serias anjo desde que nasceste.
- E porque é que só agora é que me vou transformar num anjo? – Quer dizer uma pessoa, não pode ser humana até aos dezasseis anos e de repente, “puff” transforma-se num anjo.
- Quanto a isso não te posso explicar muito. Apenas sei que é algo relacionado com as hormonas. Mas para o sítio onde vais, vais aprender tudo sobre os anjos e semi – anjos. – Disse a minha mãe , tentando ser esclarecedora.
- Ah ainda bem, porque tenho imensas perguntas e… espera ai. No sítio para onde vou? Mas eu vou para onde? - Estava em pânico! Não me queria ir embora!
- Durante dois meses, vais para uma pequena fortaleza de anjos e semi-anjos aprendizes. Depois podes voltar para aqui e continuar com a tua vida. Será apenas um pouco diferente. Quanto fores convocada para uma caçada, tens simplesmente de deixar aquilo que estás a fazer, seja o que for, e ir. – A minha mãe não parecia nada preocupada. Isso acalmou-me. Se ela soubesse que algo nesta história toda seria mau para mim, não estaria tão calma.
- É tudo? – Perguntei eu á espera de saber algo ainda pior só que sabia até agora. Mas a minha mãe respondeu simplesmente:
- Sim é tudo. Agora vai tomar um banho e vestir uma roupa seca. – A minha mãe
virou costas e começou a arrumar a sua lojinha.
segunda-feira, 28 de março de 2011
As PeSsOaS qUe CoNhEçO nÃo SãO QuE pEnSo 4
Eu fui e sentei-me ao pé dele.
-Olá! – disse ele mesmo perfeito
-Olá… – respondi eu, completamente consciente que devia estar toda corada.
- Não me vais cumprimentar? – Perguntou ele.
- Ai sim claro – respondi completamente embaraçada. Eu posso ser muito pouco experiente, mas percebi logo que ele não queria que eu lhe desse um beijinho na cara como fazia a toda a gente. Como se ele percebesse no que eu estava a pensar agarrou-me, e eu claro não ripostei, quando estava prestes a acontecer, Derek passou de bicicleta mesmo perto de nos e foi fatal! Num momento Endora e Sebastian prestes a beijarem-se, e no outro momento Endora e Sebastian todos molhados no meio da fonte. Como era de esperar a atitude do rapaz mais popular da escola não foi ralhar nem comigo nem com o amigo, mas sim rir-se e chapinhar-me com água. Estávamos em pleno Agosto, o banho até soube bem, estávamos a divertirmo-nos imenso até ao momento em que ele olhar para as minhas mãos e diz:
- O que se passa com as tuas mãos? - Perguntou ele surpreendido.
- O quê? - Eu sem compreender o que ele dizia olhei para as minhas mãos e percebi imediatamente ao que ele se referia. A água estava disposta á volta da minha mão como se formasse uma luva de pequenos cristais, e a água brilhava muito mais nos sítios onde se encontrava com a minha pele. Olhei assustada para ele, que deve ter-se apercebido da minha aflição e levou-me para dentro da escola sem ninguém ver, encostada a ele e sentou-me num banco onde quase ninguém nos conseguia ver e começou a passar as suas mãos pelas minhas, imediatamente a luva de pequenos cristais desapareceu. Olhei para ele e disse:
- Não sei o que aconteceu, eu….eu – ele silenciou-me com o indicador e abraçou-me. Eu rebentei num choro desalmado, era completamente o pior dia de anos de sempre! Quando eu terminei o meu ataque de choro compulsivo, ele olhou para mim, sorriu e deu-me um beijinho nos lábios, oh que doce…. Foi o beijo mais doce, carinhoso e atencioso, que alguém alguma vez já me dera, e eu sentia que ele estava cauteloso e inseguro em relação a mim, então peguei na mão dele e pude sentir esse sentimento de insegurança a desaparecer, parece que afinal este não era o pior dia de anos de sempre. Ele levantou-se e perguntou com um sorriso malandro nos lábios:
- Estás mais calma?
- Estou, até parece magia - disse eu a brincar com ele.
- Sim claro que é, mas sabes eu só te beijei para te acalmar, eu sou muito profissional. – Disse ele obviamente a gozar comigo.
- Sim, sim claro senhor Sebastian. - Retorqui eu revirando os olhos.
- Desconfias da minha palavra é? - Perguntou ele com ar de ofendido.
-Claro que não, tu praticamente salvaste-me de um ataque de pânico.
- Pois tu sabes como é, ando por ai á espera que uma donzela em apuros me peça ajuda. - Disse ele sorrindo abertamente, e como o seu sorriso era lindo…oh e aqueles olhos, claro que eu era obviamente uma sortuda por…
- Bem mas agora deves querer ir para casa também não temos mais aulas hoje, deixa-me acompanhar-te. - Disse ele interrompendo o meu pensamento super estúpido.
terça-feira, 22 de março de 2011
As PeSsOaS qUe CoNhEçO nÃo SãO QuE pEnSo 3
Mais conhecido por Jason. Ele sabe como odeio que façam este tipo de coisas, e como bom amigo que é, salvou-me.
- Hey Endy, ainda estas viva miúda? - Perguntou ele com um sorriso malandro.
- Por enquanto sobrevivo. – Estava a ser apertada por três raparigas histéricas da minha turma.
- Então não deves precisar de ajuda, certo? – Ele estava a divertir-se com aquilo. Eu sabia bem.
- Por acaso gostava mesmo de sair daqui. – Estava a tentar ser resistente. Não queria implorar.
- Vou ver o que posso fazer. – Ele fingiu estar a analisar a situação. Estava apenas a fazer tempo. Isso mesmo, depois quando eu estiver mais esmagada que uma tosta mista é que ele me ajuda! Finalmente ele gritou:
- Meninas, ouvi dizer que o Sebastian e os amigos da equipa de futebol estão sem camisola deitados na relva, lá atrás.
- O quê? A sério? – Elas largaram-me. Estava livre! Finalmente!
- Endy depois falamos, até já. - Foram a correr para o relvado atrás da escola.
- Obrigado – Agradeci. Jason sempre fora muito querido para mim. E sempre me ajudara em qualquer situação. Tal como agora. Sabia que o facto de ele ser assim tão dedicado, se devia à paixoneta que tinha por mim. Desde o oitavo ano. Mas nunca a demonstrara. Sempre fora apenas um bom amigo. Não que ele seja feio. Porque não é. Aliás tem imensas raparigas atrás dele. Talvez por ele ser avançado da equipa do colégio, ou talvez seja por ter um lindo cabelo louro encaracolado e uns brilhantes olhos verdes. Ou talvez seja uma mistura dos dois factores.
- Ah na boa, sabes como é. Se não for eu, quem te salvaria a vida nestas situações? – Estava-se a armar em bom. Fazia sempre isso. Mas como estava sempre a sorrir como um menino de 5 anos, nunca parecia convencido.
- A Daisy. Que desta vez desapareceu. – Comecei à procura da minha amiga tresloucada.
- Não, ela não desapareceu. A única coisa que desapareceu foi a língua dela, dentro da garganta do Carter Weed. – Ele estava a rir-se imenso.
- Impossível. Ainda ontem a tive de a descolar do Tyler Weed.
- Pois mas ela trocou de irmão hoje. Quando o Tyler descobrir, vai-se passar. Mas não importa. Olha o que eu tenho aqui. – Ele abriu o mão e nela estava pousado um bonito colar. Era muito simples. Tinha uma corrente muito fina em prata e como pendente um coração com asas. Era lindo! Enrolado à volta do coração, estava um fio muito fininho de um material que parecia cristal. Brilhava por todos os lados. Era perfeito.
- É para mim? – perguntei completamente vidrada no colar.
- Não, é meu. Sabes adoro usar este tipo de coisas! Virei travesti! – Disse ele com um enorme sorriso, e tentando parecer uma rapariga. Eu ri-me.
- A sério? Não sabia de nada. – retorqui eu a gozar com ele.
- Ai ai, Endy. Vá deixa-me pôr-to.
- Sim, claro – Virei-me e levantei o cabelo.
- Fogo, nunca vi tanto cabelo na minha vida. Tira-me isto da frente. Se não, não consigo amor. – Ele já tinha colocado o fio ao meu pescoço, quando eu petrifiquei com aquela palavra. Amor? Ele nunca me tinha chamado isso. Ele reparou na minha expressão ( que devia de ser de confusão ) E apressou-se a dizer:
- Desculpa. Eu não queria dizer isso…ah…desculpa – ele estava seriamente envergonhado. Estava coradinho e tudo. Parecia um menino mal comportado.
- Não faz mal. Acontece. – Acontece?! Mas onde raio tinha eu a cabeça? Aquelas coisas não deviam acontecer entre amigos!
- Pois mas não devia ter acontecido. – Ele estava arrependido. Aproximei-me dele afaguei-lhe a cara. Que raio estava eu a fazer?
- A sério, não faz mal. – Estava demasiado perto dele. Via os seus olhos a brilharem. Ora bolas, ele já gostava de mim, e agora ainda fiz pior!
- Endora, eu tenho de te dizer uma coisa. – Ai ai, ele nunca me chama Endora! Passa-se alguma coisa. Ele quer-me dizer algo importante. Eu percebi isso. Bem eu sou mesmo ceguinha, como não consegui perceber o que se estava a passar? Quer dizer eu sabia o que o rapaz sentia por amor de Deus! Não sou mesmo normal! Ups, tirei-vos da história, não foi? Desculpem, continuando…
- Sim Jason? Passa-se alguma coisa? - Agora estava preocupada. Seriamente preocupada. Eu conseguia perceber que ele não me ia dizer uma coisa banal. Era algo importante. Algo que ele me queria contar á muito tempo. Sim era isso, era um segredo.
- Sabes, eu tenho de te contar isto porque vais acabar por descobrir. É uma coisa que te vai parecer confusa. E não te censuro se te passares. – Ele estava e enrolar. Não sabia como me contar aquilo que me pretendia contar.
- Vá Jason! Diz de uma vez por todas. Para de enrolar. – Eu estava a ficar impaciente.
- Ok. Bem é assim, eu … - E fomos interrompidos pela campainha. Tocava estridentemente mesmo por cima das nossas cabeças. Era hora da aula de Geografia. Odeio Geografia. Odeio aquela maldita campainha!
- É melhor irmos para a aula. – Ele agarrou-me na mão e puxou-me para dentro do edifício. Não! Eu queria saber o que ele me ia contar! Mas ele basicamente arrastou-me até á minha sala e empurrou-me lá para dentro. Não foi bruto, nunca o seria. No meio disto tudo reparei que continuava a sorrir. Apesar de tudo, estava a sorrir! Eu sentia que ele tinha encarado a campainha como um bote salva vidas no meio do oceano.
Devido àquela conversa antes da aula de Geografia, passei a aula toda nas nuvens. Não respondi a uma única pergunta. E sempre que alguém queria falar comigo tinha de me chamar várias vezes até eu “ acordar”. A aula acabou e eu queria terminar aquela conversa. Quando ia a caminho do pátio da parte de trás da escola encontrei o Derek a andar de bicicleta. Derek é um rapaz a equipa de futebol lá da escola e também é amigo do Jason. Eu aproveitei e perguntei:
-Derek, viste o Jason? – Aquele rapaz andava sempre nas nuvens. Era um atiradiço de primeira. Mas apesar de tudo era simpático, e jogava bem.
- Olá para ti também Endy. Parabéns, agora que estás mais crescidinha queres vir dar uma volta comigo? – Perguntou ele chegando-se muito perto de mim. Dei um passo atrás afastando-me dele.
- Olá, e não, não quero dar “voltinhas” contigo, mas acho que a Daisy está disponível. Viste o Jason?
-A Daisy? Tenho de falar com ela. Mas já disse que estás “muita” gira hoje? - Oh aquele rapaz não me dizia nada do que me interessava!
- Derek! Onde está o Jason? – A minha voz saiu um pouco mais agressiva do que eu pretendia. Mas resultou bastante bem.
- O Jason disse que precisava de ir tratar de umas coisas e foi-se embora. – Embora se senti-se um pouco intimidado, o seu sorriso era muito sugestivo.
- A meio do dia? – Lindo! Ele tinha fugido á conversa! Que coisas poderia ter ele para fazer de tão importantes?
- Sim, não me perguntes o que tinha de ir fazer, porque não sei.
- E… hum… viste o Sebastian? – Perguntei meio envergonhada.
- O Sebastian? Ele está ali na fonte. – Assim que olhei para a fonte, Derek deixou de existir para mim, fiquei vidrada no que estava a ver. Lá estava ele. Sentado na fonte a representar o seu papel de miúdo lindo de morrer. Ele reparou que o meu olhar estava pousado nele e chamou-me com o indicador...
domingo, 20 de março de 2011
As PeSsOasS qUe CoNhEçO nÃo SãO QuE pEnSo 2
-Bom dia aniversariante! Ai estou tão entusiasmada com este dia! Vai ser lindo querida, vais ver, vais adorar! Vais fazer 16 aninhos…oh o meu bebé. - A minha mãe passou de pulos de alegria para uma choraminguice repentina. Ai, como detesto sentimentalismos, mas como era o dia dos meus anos e eu não a queria desapontar, lá fiz um esforço.
- Pronto mãe, tem calma, sabes que vou gostar sempre de ti aconteça o que acontecer, mas agora tenho mesmo de ir para a escola. - Isso escapa de mansinho, vê se ela não chora e pisga-te dai!
-Sim, sim – disse ela já a limpar as lágrimas à manga do casaco - mas espera! Leva este saquinho de pó de baunilha banhado pela luz do luar, vais ver que te dará bastante sorte! - Lá estava ela com os seus pózinhos mágicos da sua lojinha magia, do seu mundinho de fantasia, sinceramente às vezes parece que a minha mãe é de outro mundo! Mas pronto lá aceitei o saquito roxo e desapareci dali!
Quando cheguei ao outro lado da estrada já lá estava ela, como é óbvio, e a bater o pé super impaciente (obviamente numa tentativa falhada de me enganar). Ai ai, aquela miúda é um máximo. A minha melhor amiga é estranhamente vulgar de aparência, tem olhos castanhos, cabelo castanhos, mas é na boca que toda a gente (rapazes) se fixa, tem os lábios bem gordinhos e bem vermelhinhos é pouco mais alta que eu mas chama a atenção a bastantes adolescentes do sexo oposto. É realmente fascinante estar com ela, é uma autêntica doidinha e cada semana tem um namorado novo, mas eu adoro-a.
À medida que eu chegava ao pé dela, deixou de conseguir conter o sorriso, nunca foi muito boa a tentar esconder os seus sentimentos ao pé de mim, agora que penso bem nisso, nunca ninguém o foi… hum estranho nunca me ter apercebido disso. Mas continuando, ia eu a chegar ao pé dela e já estava ela em cima de mim a guinchar aos meus ouvidos:
- Parabéns, parabéns, parabéns, parabéns! Ai como estou feliz que finalmente faças 16 anos Endy - disse ela realmente euforia.
- Ai como ficava feliz se finalmente parasses de me chamar Endy. - Disse eu em forma de lamento, quer dizer a minha mãe tem mesmo mau gosto para nomes, e o meu nome é realmente estranho mas a alcunha que a Daisy arranjou para mim é realmente absurda!
- Peço desculpa menina Endora! - Disse ela tentando em vão parecer formal.
- Está desculpada Daisy! – Disse eu a gozar com ela.
- Olha e sabes quem também está muito feliz que faças 16 anos?! – Disse ela, e estava literalmente aos berros no meio da rua! Sempre foi assim a Daisy uma rapariga impulsiva, e desavergonhada, sabem daquelas que vêm que o mundo acha que estão a ser ridículas, e mesmo assim viram costas e dizem: “ que se lixe o mundo!”. Como eu sentia que ela estava totalmente feliz e em euforia com aquilo que tinha para me contar (e confesso eu também estava com um bocadinho bastante grande de curiosidade) perguntei:
-Quem? - ela numa atitude de puro dramatismo fingiu estar a sufocar apenas por invocar aquele nome. Quando eu já estava a ameaçar tirar-lhe as palavras à força ela disse levando as mãos ao coração:
- O rapaz mais lindo, mais musculado, com o cabelo preto hipnotizante, mais perfeito, com os olhos mais azuis que podem existir neste mundo inteiro, não esquecendo o facto de ser um dos rapazes mais populares do liceu de Ocean’s Blue, o grande e maravilhoso Sebastian Shepperd, o duplo “s”!
- Ele está entusiasmado com o meu aniversário? - Disse eu tentando parecer surpreendida, como é óbvio eu já tinha sentido que o Sebastian andava a reparar em mim, e fiquei contente que um rapaz como o Sebastian repare numa rapariga pequena e ruivinha como eu, o Sebastian (não me canso de dizer este nome).
-Está! Acho que ele te vai dar um grande presentinho hoje! – Disse ela fazendo movimentos bastante insinuadores com o corpo.
- Espero bem que sim! – Disse eu já sem conseguir conter o meu entusiasmo. Bem o caminho até á escola passou depressa. Quando chegamos à escola tentei passar despercebida. Não gosto de fazer anos. Não gosto mesmo nada. Oh bolas! A Clary já olhou para mim! Estou feita!
- Endy!! – gritou ela, correndo para mim. Abraçou-me e desatou aos saltos e a gritar:
- Parabéns !!!! – continuava a gritar. Ai, como odeio a minha vida! Como quase todos os dias obriguei os meus lábios a coverterem-se num sorriso e agradeci:
- Oh obrigada fofinha. – Bem soei mesmo a cínica.
- De nada querida. – Aparentemente ela não notou.
Comecei a ficar rodeada por imensa gente. Odeio a sensação de estar apertada. Tinha de sair dali. Mas a Daisy já tinha desaparecido. Ora bolas desta já não me safo. A não ser que..
Ele apareça... O meu melhor amigo de todos os tempos. Jonathan Ashen.
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